domingo, 28 de junho de 2009

Debates entre grandes empresas da comunicação

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Tanto a entrevista de Antonia Prada como a de Marcia Menezes postados aqui, fizeram parte de um importante encontro do debate "O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade", realizado em São Paulo, no Centro Brasileiro Britânico, em 13 de Março de 2008, que apesar de ter ocorrido a mais de um ano, foi de grande importancia para a constituiçao da constante discussão em torno do "jornalismo cidadão".Teve como mediador Américo Martins, editor executivo da BBC para as Américas e Europa. Este debate reuniu representantes da BBC e dos portais: G1, Terra, MSN Brasil.Esses participantes mostraram como as empresas que representam trabalham com esse 'novo jornalismo', os desafios e benefícios que isso gera e outros assuntos a cerca desse tema.Pete Clifton, diretor da BBC News Interactive , por exemplo,apresentou nesse evento a reestruturação feita pela BBC para dar um espaço ao jornalismo cidadão.A seleção do conteúdo enviado foi no debate algo muito discutido, uma vez que são enviadas muitas matérias de diversos lugares sobre diferentes assuntos, e todo esse conteúdo para ser publicado deve ser checado a veracidade do conteúdo e todas as regras do jornalismo tradicional.

Antonio Prada diretor de conteúdo do Terra América Latina fala sobre jornalismo cidadão.

Para Antonio Prada, “uma coisa é o usuário produzir conteúdo com as ferramentas disponíveis, outra coisa é o uso que se faz desse conteúdo dentro das regras do bom jornalismo”.Durante o debate “O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade” realizado em São Paulo no dia 13 de março de 2008, Prada comentou que o conteúdo enviado pelo público para o portal Terra hoje é mais relevante do que há dois anos, quando foi lançado o Você Repórter, um espaço para contribuições do público.

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quinta-feira, 25 de junho de 2009


Recentemente a Petrobras criou um blog (Fatos e Dados) no qual responde as perguntas feitas pelos jornalistas, e abre espaço para que os consumidores dêem sua opinião. São milhares de “jornalistas-participativos”, indagando, perguntando, sugerindo, denunciando, apurando e a empresa por sua vez atende a todas as dúvidas, pois em última instância são os micro-patrões, pedindo satisfações.
E mais: os consumidores estão ganhando o direito de saber o que os outros consumidores perguntaram e o que a empresa respondeu a eles. Dessa forma os leitores ficam sabendo o que o outro leitor reclamou, etc.

Isso, e apenas isso, é a grande novidade da presença da Petrobras na rede, que, diga-se de passagem, não começou hoje, apenas agora permite perguntas e comentários dos leitores em um site com direito a réplica da empresa.

Com certeza esse é mais um blog no qual o cidadão tem poder de participação, apesar de essa participação infelizmente ainda ser limitada, uma vez que as perguntas e os comentarios passam por uma seleção antes de serem publicados e devidamente respondidos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Apimentando a discussão: futuro incerto

O que mais seria o jornalismo cidadão se não a liberdade de expressão do cidadão comum?

Todo cidadão tem direito de publicar, informar, opinar ou debater sobre qualquer assunto desde que crie um blog e busque seu público alvo ou que utilize outros meios como o sms, televisão, telefone, cinema, etc.

O jornalismo cidadão é um fenômeno relativamente recente, que ganhou força após o surgimento da Internet, mas a liberdade de expressão é antiga.Desde que publicam-se livros, pintam-se quadros e que existe cinema.Qualquer pessoa pode enviar uma carta ao jornal e muitas vezes elas são publicadas.

Mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e a maioria dos ministros entenderam que o diploma de jornalismo fere a liberdade de expressão e portanto a Constituição Federal, votando pela derrubada do diploma.

A partir de agora o futuro do jornalismo é incerto, não mais se tem certeza se quatro anos de faculdade valem alguma coisa porque possivelmente os grandes empresários prefiram contratar profissionais comprometidos com seus interesses do que comprometidos com a ética e agora esses profissionais podem ser qualquer um.

sábado, 20 de junho de 2009

Desviando do STF e voltando ao jornalismo cidadão, colaborativo, participativo... O projeto Viva Favela do Rio de Janeiro é um ótimo exemplo de jornalismo colaborativo. Com o surgimento das novas tecnologias como a internet e com ela os blogs, os cidadãos da favela começaram a mostrar o mundo deles com uma visão diferente da que todos nós temos. Essa é uma das contribuições do jornalismo cidadão , a história sendo contada por outros ângulos e com visões diferentes.
Em 2002 foi criada a Rede Viva Rio, uma rádio comunitária que tem por objetivo incrementar a troca de comunicação entre as rádios comunitárias e os moradores da favela, mas o mais interessante é que o cidadão que quer trabalhar na rádio recebe primeiro um curso de capacitação
Vale salientar também o Ponto de Cultura Papo Cabeça que utiliza o celular para experimentos audiovisuais. Os estudantes moradores do morro produzem conteúdos sobre suas realidades e publicam em portais da internet como o Viva Favela, denunciando as injustiças daquela sociedade e dando voz aos cidadãos de baixa renda.
Mas o mais interessante deste projeto é que todo cidadão recebe um curso capacitador, seja na área do rádio, do audiovisual, da fotografia, da internet...., pois os criadores do projeto querem algo de qualidade e para isso é preciso técnica e eles dão a quem quer trabalhar.
E é por isso que o projeto está vivo a mais de onze anos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009


É impossível deixar de comentar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de que não é mais obrigatório o diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Esse julgamento demorou 40 anos para acontecer, e no fim acabou da pior forma. Gilmar Mendes, presidente do STF, alega que a publicação de notícias inverídicas são grave desvio de conduta mas que isso não depende de formação superior para ocorrer, sem esquecer da liberdade de expressão, que o ministro afirma ser prejudicada. O jornalismo cidadão tem como princípio a participação do cidadão no envio de informações, na composição das matérias, e agora com essa não exigência de diploma, isso se torna muito mais fácil e acessível a todos, o que com certeza afeta a confiabilidade das reportagens. O que será de nós estudantes? O STF não determinou o fim dos cursos de jornalismo, mas é claro que a evasão do curso será considerável, e que o nível pode cair. Mas não podemos desistir, e continuar debatendo o assunto, fazendo acontecer para que isso seja mudado, e nós tenhamos condições de trabalho, e mais orgulho ainda de sermos futuros JORNALISTAS POR FORMAÇÃO!
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4370.jhtm

A polêmica sobre a decisão do STF só está começando...

Muito válida a postagem da Lara sobre a decisão do STF, e eu gostaria de continuar a falar sobre o assunto.
Um dos argumentos para a não obrigatoriedade do diploma para exercer função jornalística é: isso "poda" a liberdade de expressão, o que é contra a Constituição Federal.
Pois então: não exigir o diploma para exercer a profissão de jornalista não é sinal de plena "liberdade de expressão".
Isso porque as novas tecnologias permitem que se fale o que se quer falar, independente de se ter um diploma de jornalista, médico, advogado, administrador, ou seja lá o que for.
E este blog trata de um tema recorrente no meio jornalístico (principalmente), que é o Jornalismo Cidadão.
Como já foi dito aqui inúmeras vezes, o jornalismo cidadão pressupõe que qualquer cidadão passe uma informação, uma notícia, dê sua opinião sobre qualquer coisa que seja e isso com o auxílio (principalmente) das novas tecnologias, que possibilitam e democratizam o acesso à informação e à ampliação das oportunidades de se "ter voz".
Quando se diz "jornalismo cidadão", não se quer dizer que a pessoa seja realmente um "jornalista", é apenas uma terminologia para que se identifique que o cidadão também pode passar, trocar e debater informações e notícias. Isso não quer dizer que a pessoa seja um jornalista, pois jornalista jornalista jornalista mesmo é quem se forma em jornalismo. Não é mesmo? Assim como advogado é quem se forma em Direito, médico é quem se forma em Medicina, pedagogo é quem se forma em Pedagogia, psicólogo é quem se forma em Psicologia.
Por que não com o jornalista? Qual o motivo dessa discussão?
Então, porque os blogs, flogs, portais, enfim, o advento das novas tecnologias, se para um grupo de pessoas (que teve sua maioria representada na votação de 8 contra 1 no STF ontem), se estas pessoas não consideram que as novas tecnologias são as grandes viabilizadoras da liberdade de expressão, visto que o acesso a elas é fácil e comum na atualidade?
E quem faz seu curso superior? Pode realmente ser comparado a uma pessoa habilidosa, que tenha técnica, mas que não teve o estudo e o aprimoramento (e aprofundamento) dessa técnica?
Qual o sentido, então, do curso superior em jornalismo?
Nós, estudantes de jornalismo, deixamos aqui nossa indignação quanto à decisão do Supremo Tribunal Federal, pois queremos reconhecimento em fazer um curso superior em jornalismo e sermos considerados profissionais formados, preparados e dignos de sermos chamados JORNALISTAS.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

STF derruba exigência de diploma para exercício da profissão de jornalista

Hoje, quarta feira, dia 17 de junho de 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a exigencia de diploma pra o exercicio da profissão de jornalista. Até que ponto, a capacidade de qualquer cidadão ''fazer noticia'', dar a sua opinião, interfere na vida de um jornalista formado, com diploma?
o site da globo, divulgou a hoje a noticia: "Relator do processo, o presidente do STF, Gilmar Mendes, concordou com o argumento de que a exigência do diploma não está autorizada pela Constituição. Para ele, o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área. “A formação específica em cursos de jornalismos não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros”.
Como ja foi dito no blog, nas outras postagens, a internet, as novas tecnologias trouxeram a capacidade de pessoas sem formação exercerem de certa forma o papel de jornalistas. Defendo a idéia de que o jornalismo cidadão não seja importante, é algo quase que inevitavel nos dias atuais, desde que não interfira no jornalismo civil.
Infelizmente estudar 4 anos nesse pais e receber um diploma não significa nada.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Entrevista sobre Jornalismo Cidadão

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Entrevista realizada com os jornalistas Ana Carmem Foschini e Francisco Madureira autores do livro "Jornalismo Cidadão- Você faz notícia" sobre a expansão do jornalismo colaborativo (participativo, cidadão) nos veículos de mídia, principalmente na internet. Fenômeno que está em pleno desenvolvimento e, por isso, segundo eles coexistem várias formas de nomeá- lo que são na verdade a :

  1. Jornalismo colaborativo – Acontece quando mais de uma pessoa contribuiu para o resultado final do que é publicado. Pode ser um texto escrito por duas ou mais pessoas ou ainda uma página que traga vídeos, sons e imagens de vários autores.
  2. Jornalismo participativo – Ocorre, por exemplo, nas matérias publicadas por veículos de comunicação que incluem comentários dos leitores. Os comentários somam-se aos artigos, formando um conjunto novo. Dessa forma, leitores participam da notícia. Isso é mais freqüente em blogs(portanto um jornalista profissional também pode produzir jornalismo participativo). Busca diversas fontes, utiliza da subjetividade. "A matéria ganha o autor".
  3. Jornalismo grassroots – Refere-se à participação na produção e publicação de conteúdo na web das camadas periféricas da população, aquelas que geralmente não participam das decisões da sociedade. Quando elas passam a divulgar as próprias notícias, causam um efeito poderoso no mundo da comunicação. Quem usa esse termo defende a idéia de que o jornalismo cidadão está diretamente relacionado à inclusão dessas camadas no universo criado pelas novas tecnologias de comunicação
  4. Jornalismo código aberto – Surgiu para definir um estilo de jornalismo feito em sites abertos, que permitem a qualquer internauta alterar o conteúdo de uma página. Também pertencem a esse grupo vídeos, fotos, sons e textos distribuídos na rede com licença para serem alterados e retrabalhados.Sites como overmundo, linkk, digga.


O que se conclui é que para os autores o jornalismo cidadão engloba vários tipos de meios para se publicar notícias e todos são novas chances para a constituição de um jornalismo mais democratico que atenda aos interesses de todos os publicos( não necessáriamente ao mesmo tempo)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O jornalismo que gera discussões


O jornalismo cidadão se tornou assunto principal de várias discussões, como por exemplo o Global Media Forum. O Forum mostrou a importância dos antigos telespectadores e leitores, que agora são munidos de câmeras,celulares modernos e internet de última geração. Com essas ferramentas, o exclusivo cidadão se torna um membro ativo da imprensa, colaborando com os jornalistas profissionais e fornecendo informações. Diante dessa aliança, cabe à mídia tradicional se reciclar para exercer um jornalismo agora de forma diferente, que possui a constante participação da sociedade.Portanto, não se pode mais trabalhar da mesma forma.É preciso trazer os conteúdos fornecidos pela população para uma nova realidade da informação.

O Global Media Forum apontou também a importância dos blogs e entregou prêmios aos melhores blogueiros.

O Forum também afirmou que não há uma questão de rivalidade entre mídia tradicional e mídia social.Defendeu-se a união e a cooperação entre os dois para que exista cada vez mais um jornalismo de qualidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Jornalismo cidadão: Um jornalismo duvidoso

Uma das características do jornalismo cidadão é a liberdade de expressão, mas até quando deve ir esta liberdade?
Ser repórter não é apenas relatar fatos deve haver uma seriedade e compromisso com o que é relatado o jornalismo cidadão na maioria das vezes tem o formato de artigos, são opinativos e variam bastante do texto jornalístico conhecido pelo formato, clareza e a busca pela imparcialidade.
Acreditar piamente em tais informações repassadas por jornalistas cidadãos não é totalmente confiável, pois, nunca haverá apenas uma visão do ocorrido, cada qual terá uma ideia e opinião diferente.
Então é possível compreender que o jornalismo cidadão não pode ser considerado um jornalismo fiel e inteiramente correto e sim ser visto como um auxilio que não pode ser controlado, mesmo porque as noticias acontecem a qualquer hora e momento.
O bom jornalismo, sinto muito dizer, mas, nunca será feito por leitores ou usuários, mas por sim bons jornalistas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O senhor John Solomon, diretor-executivo da empresa Washington Times, fez uma declaração muito interessante no dia 17 de Abril. Ele disse que a novidade do veículo de comunicação é o jornalismo colaborativo. Ele alega que não há pessoal suficiente para a cobertura de todas as matérias e o cidadão com alguma informação pertinente pode colaborar com o jornal.
A colaboração vista no Washington Times só marca uma evolução do que é o auxílio do cidadão em ambientes palpáveis de comunicação. Em 1690, por exemplo, já havia experiência colaborativa. Publick Occurrences: both Forreign and Domestick, um impresso dos Estados Unidos, deixava uma de suas quatro páginas em branco para a produção de informações pessoais, já que o jornal era lido e repassado ao seu círculo social.
Colaborar pressupõe auxiliar, cooperar, trabalhar em uma mesma obra. E é isso que o jornalismo cidadão, participativo ou colaborativo proporciona aos cidadãos: auxiliar na publicação e divulgação da informação.
Antes a participação ou colaboração do cidadão com e na imprensa ficava praticamente restrita aos bloggs, mas hoje o mundo da informação abre as portas para quem não quer apenas ler, ver e ouvir, mas quer agir de alguma forma, nem que seja apenas escrevendo algumas linhas ou falando no rádio alguns minutos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009


No Brasil o jornalismo cidadão ainda não tem uma ampla utilização como em outros países, e aqui acaba prevalecendo o jornalismo cidadão híbrido, que consiste em um trabalho conjunto entre profissionais jornalistas e o cidadão comum.

Um bom exemplo disto é o site http://www.abocadopovo.com.br/ , no qual as pessoas tem a oportunidade de madarem suas matérias, as quais serão avaliadas e possivelmente publicadas.

Esse site é um verdadeiro sucesso, e recebe mensalmente cerca de 200 mil visitas, segundo dados do Google Analytics.

Dessa forma os cidadãos confirmam que necessitam e valorizam os espaços onde possam se expressar, enviando todo dia notícias, opiniões, críticas, reclamações e denúncias, salientando mais uma vez o quanto o jornalismo cidadão pode ser interessante para a sociedade

domingo, 7 de junho de 2009

O blog de Cuba





Um exemplo de jornalismo cidadão que deu certo é o portal de Cuba feito por Yoani Sánchez (foto).Destinado à discussões "mais abertas" sobre as questões da ilha, o blog faz sucesso no mundo todo e preocupa o governo cubano.


Com postagens regulares e uma adesão surpreendente de público, tanto de cubanos quanto de não cubanos, o blog é também uma forma de contato entre os habitantes da ilha e os cubanos que se encontram no exílio.E conta com uma média de mais de mil comentários por postagem, o que é excelente, visto que o blog atingiu seu objetivo que é causar discussão.


O acesso a Internet também é limitado em Cuba, tanto em questão de conteúdo quanto de tempo mesmo.As pessoas possuem horário especifico para navegar e as páginas consideradas ofensivas ao regime são logo identificadas e bloqueadas para acesso.


Mesmo assim o portal de Cuba tem dado certo, já foi incluído entre os vinte e cinco melhores blogs do mundo e sua autora recebeu o prêmio "jornalismo Ortega y Gasset" na categoria de trabalhos digitais, além de outros prêmios não menos brilhantes.


"Devido às características de ser uma sociedade fechada cujo os meios são particularmente monopólio público, existe uma urgente necessidade de expressão por indivíduos que possam canalizar o jornalismo cidadão" é o que diz a própria Yoani sobre o avanço do jornalismo cidadão em Cuba, cujo seu blog é o maior exemplo.


Entretanto Yoani tem enfrentado problemas.Desde Março de 2008 o governo cubano implementou um filtro que impede os computadores de ver o blog em sítios públicos de Cuba.


Por isso ela conta com a ajuda de amigos estrangeiros para permanecer na rede, o que é lógico pois seria impossível que postagens "tão abertas" fossem publicadas sem a menor censura debaixo dos olhos do governo.Para postar é preciso que ela envie o conteúdo por email para o exterior e aí sim ele é publicado no domínio da Internet.


Para conhecer melhor o blog de Cuba é só acessar http://desdecuba.com/generaciony/ e conferir.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Jornalismo Cidadão... Será?

Existe uma comum polêmica na atualidade quando se trata de Jornalismo Cidadão.

Há quem diga que o jornalismo cidadão não existe, que são somente pessoas que se comunicam com o mundo através de seus blogs, flogs, vídeos, etc., e que isso não merece o título de "Jornalista", visto que não há uma graduação em jornalismo. Um exemplo disso é o não-jornalista Eduardo Arcos que escreve em seu blog ALT1040(espanhol): "O jornalismo cidadão não existe. É um termo, uma etiqueta, uma tag, um chavão inventado por pessoas (ligadas ao jornalismo tradicional) para tentar racionalizar o fato de que agora, especialmente graças à grande disponibilidade de certas tecnologias de hardware e software (internet, câmeras digitais, de vídeo, smartphones, telefones com câmera), as pessoas podem publicar conteúdo que tenha caráter informativo.(…) Não se trata de uma concorrência entre ‘blogueiros e jornalistas’, menos ainda uma guerra ‘TV vs internet’, se trata de começar a considerar melhor e respeitar mais as pessoas que publicam na internet".

Há outros que dizem ser o jornalismo cidadão uma forma de democratizar a informação e sim, defendem o JORNALISTA-CIDADÃO como parte importante nas novas tecnologias, a fim de democratizar a informação e descentralizar as notícias das mãos das grandes mídias.
Eu, particularmente, aposto nas novas tecnologias como um meio de difundir notícias e idéias de diferentes partes do mundo e levar a público discussões sob vários pontos de vista. E o Jornalismo Cidadão (com qualquer nome que seja dado a ele) é uma grande possibilidade de que, daqui pra frente, o sistema midiático mude seus parâmetros.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cidadãos amestrados


Depois do Ohmynews, que criou uma escolinha para ensinar os cidadãos a serem jornalistas, agora é a vez da Society of Professional Journalists, que faz, no dia 7, um workshop com a mesma motivação.
Os assuntos tratados serão a éticas da profissão, bases da legislação de imprensa, ferramentas e novas mídias, orientações para pesquisa e apuração e técnicas de reportagem.
Uma ótima atitude, mas pelo que podemos entender é que o diferencia o jornalismo cidadão do jornalismo profissional é essa falta de técnica é fazer noticia apenas com a vontade sendo aquela testemunha ocular que, por estar no lugar certo e na hora certa, registra alguma notícia relevante.
Será que adestras esses repórteres é uma garantia de noticias de qualidade? Ou uma forma de pagar mais barato por um trabalho que jornalistas formados poderiam exercer?

Não é que tenhamos que dar um menor valor a estas noticias, mas o que as tornam interessantes é esta informação com a cara dos leitores com opiniões de cidadãos comuns que esperam melhorias e justiça sem se preocupar com normas e regras jornalísticas sem os vícios da mídia tradicional.

As contribuições do jornalismo cidadão.


A participação do chamado jornalismo cidadão cresce no mundo desde pequenas adições ao noticiário local, ate a participação em larga escala em casos como o ataque terrorista as Torres Gêmeas. Para a cobertura desse assunto,as pessoas utilizaram bastantes ferramentas tais como YouTube, twitter, redes sociais, etc.
A foto acima é do usuário do twitter @danielvbo e mostra a enchente em Santa Catarina no ano passado. Através de vídeos e fotos como esta, feitas por cidadãos comuns, foi possível fazer uma cobertura dos fatos com criação de blogs que acabaram prestando um grande serviço à população. Muitos foram criados exatamente com essa finalidade, e com atualizações constantes, blogueiros postavam notícias, divulgavam nomes de pessoas desaparecidas e encontradas, abrigos, arrecadavam fundos, donativos e organizavam voluntários.
Essa é apenas uma demonstração da atuação que o jornalismo cidadão pode exercer em prol da sociedade. Dessa forma, por mais que há toda uma crítica em relação à essa prática devemos nos atentar de que seja pelo fato de simplesmente informar e dar maior liberdade de expressão a toda população ou seja pelo fato de poder fazer ações como esta, o jornalismo cidadão tem muito a contribuir com toda a sociedade.

domingo, 31 de maio de 2009

Objetividade em xeque.
Após a exposição de prós e contras em relação ao jornalismo cidadão, fica evidente que a maior crítica feita pela mídia tradicional ao jornalismo colaborativo é sua suposta falta de objetividade(a divulgação da noticia verdadeira, imparcial, sem expressões ideologicas), fato que acredito ser um ponto positivo, pois a intenção do jornalismo cidadão é que, por meio de diversos instrumentos, o cidadão comum possa participar ativamente da produção e discursão das informações,m
anifestando sua opinião e sua visão sobre os assuntos.
O fato de que esse novo tipo de jornalismo oferece noticias com tendência a expressar convicções pessoais e posições ideologicas, não é um problema, pois na medida em que existem vários meios de se publicar noticias, existem também inumeros meios de comprovar sua veracidade. Por exemplo: uma noticia plublicada em um blog com clara tendencia a manipulação, pode ser discutida por seus leitores, e estes podem procurar outras fontes para assim criar sua opinião sobre determinada noticia.
Sendo assim a noticia apresentando a verdade, mas sob determinada otica é uma chance a mais de debate entre a população que tem acesso a esses meios( blogs, sites de midia independente, SMS, entre outros) é convidada a discutir e formar diferentes opiniões sobre o que acontece no mundo.
http://www.youtube.com/watch?v=4eFMa7-FJlQ

O vídeo acima mostra a opinião de vários profissionais sobre o Jornalismo Colaborativo ou Cidadão.São apontados alguns pontos de vista favoráveis a esse tipo de Jornalismo como a pluralidade e a diversidade.O jornalismo cidadão também é apontado como uma redemocratização da informação, principalmente com o apoio da internet.O professor Francisco Madureira ainda afirma que se trata de "uma comunicação de muitos para muitos."Ele também defende o aproveitamento das matérias feitas pelos cidadãos e o melhoramento delas.Assim, a prática de jornalismo se torna um trabalho em equipe.A imprensa dá voz àqueles que não tinham e melhoram essas matérias.Portanto,deve ser um "misto das duas coisas". O jornalista auxilia o cidadão e o cidadão auxilia o jornalista.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Diante das inovações tecnológicas, o número de cidadãos participando do Jornalismo aumentou. Celulares com câmeras, gravadores e até câmeras fotográficas digitais facilitaram o acesso da população à participação no jornalismo. Com isso, foi criado o "Jornalismo Cidadão", que abrange as matérias e informações escritas ou filmadas pelas pessoas que antes seriam apenas o público. O tema gera várias discussões.Muitos acreditam que o Jornalismo Cidadão é uma forma positiva de manifestação do público. A partir desse jornalismo, a população pode emitir opiniões e compartilhar informações. Entretanto,entra em cena um paradoxo. O jornalismo cidadão é confiável?Possui credibilidade?
Em muitos casos, como em tragédias naturais, apenas os cidadãos têm as primeiras imagens e informações. Esse é um ponto positivo desse tipo de jornalismo.Porém,só se torna realmente positivo se essas informações de primeira mão forem utilizadas com o aval de um profissional formado na área de jornalismo.É imprescindível que exista uma supervisão dos profissionais.Sem esse aval, as informações correm o risco de serem falsas ou não possuírem credibilidade.
Não estamos aqui querendo dizer que o cidadão não tem o direito de expressar suas opiniões ou de se manifestar,já que a liberdade de expressão é um direito de todos.Mas o jornalismo como profissão é um dever dos jornalistas.Portanto, deve ser estabelecida e entendida a diferença entre o auxílio aos jornalistas por parte dos cidadãos e a responsabilidade dos cidadãos em uma publicação.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Não mais apenas leitores

Foto de carro sobre a calçada impedindo a passagem de pedestres feita por leitores que enviam flagrantes de desrespeito no trânsito no Rio.

A informação no atual contexto é um dos bens mais valorizados pela sociedade e com o jornalismo cidadão essa informação pode ser repassada por meios muito mais rápidos e de uma maneira independente.

Com o auxilio da Internet a informação começou atingir uma audiência global capaz de transformar leitores em “jornalistas” trabalhando em algo muito real, num curto espaço de tempo.

As noticias a partir do Jornalismo cidadão possui uma nova tendência se tornando o reflexo da opinião dos leitores e não mais a vontade dos atuais donos dos meios de comunicação.

A mesma informação pode ter vários pontos de vista o cidadão pode ter um papel decisivo na coleta, relato e análise das notícias.

Foi assim durante os atentados do 11 de setembro, no cenário do tsunami e tantas outras noticias que foram repassadas em tempo real utilizando recursos multimídias de vídeo e áudio para enriquecer a noticia.

O que existe no jornalismo cidadão é um importante trabalho de complemento de informação mesmo não tendo toda a veracidade e a regras do jornalismo profissional esta mostrando que a sociedade esta interessada em colaborar ativamente das noticias com liberdade de expressão.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Exemplos de Jornalismo Cidadão

Já sabemos que o Jornalismo Cidadão também conhecido como Jornalismo Colaborativo, Jornalismo Open Source ou ainda Jornalismo Participativo, é idéia de jornalismo produzido por pessoas sem formação jornalistica superior. Para os adeptos dessa prática, é uma oportunidade de democratizar a informação, a partir do momento que qualquer pessoa possui acesso a midia, não só como espectador, mas participando diretamente na produção do material veiculado.

O jornalismo cidadão ganhou força devido ao crescimento de publicações da internet como websites, mas principalmente blogs e a popularização de celulares equipados com câmeras digitais.

Alguns exemplos de portais que utilizam essa prática são:

*Digga

* Linkk

*Overmundo


Outro exemplo que podemos citar é blog de Michael Yon um ex soldado americano, que tornou-se um reporter-cidadão, criando um blog, defedendo a permanencia das tropas americas no Iraque. Dedicando-se a mostrar imagens, videos divuldando informações sobre a guerra do Iraque. O blog está no ar desde 2004, e o endereço atual é
postado por Lara Leão

sábado, 23 de maio de 2009

O cidadão como jornalista

Coisa comum que acontece com o jornalismo cidadão é ele ser confundido com o jornalismo cívico, que é o jornalismo profissional com a cobertura jornalística dos veículos de imprensa voltada para o cidadão.
Para muitos o jornalismo cidadão é a chance de democratizar a informação, ou seja, levar a informação a todos e fazer com que todos façam parte da informação colaborando com a produção dela.
Na maioria das vezes o "jornalista cidadão" participa da comunidade sobre a qual escreve, isso dá ao veículo de comunicação as característica de credibilidade e de verdade que são fundamentais para a transmissão da informação.
Mas existe o outro lado do jornalismo cidadão, pois a informação não é feita por profissionais então problemas como a falta de imparcialidade, de objetividade e de técmica são frequentes.
Apesar das críticas que o jornalismo cidadão recebe, para muitos ele é a forma de abraçar a verdade e a liberdade de expressão através da notícia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

No jornalismo cidadão ou colaborativo, existe uma interação entre o jornalista, que atua como selecionador dos conteúdos, e as pessoas sem formação jornalística, que levantam conteúdos e produzem matérias a serem veiculadas em um respectivo meio de comunicação.
Recentemente, o jornal O Popular, teve a iniciativa de abrir uma cota de anúncios, na sessão dos Classificados, para que pessoas desempregadas tivessem a oportunidade de oferecer sua mão de obra aos empregadores. O que exemplifica bem essa interação que ocorre nesse tipo de jornalismo, possibilitando novas chances a essa classe marginalizada da nossa sociedade, que deve continuar a ser atuante e presente. Para o jornalismo colaborativo, cada cidadão é um jornalista local, e segue o lema "faça você mesmo".
Dessa forma fica evidente o quão importante é a participação popular na sociedade, fugindo um pouco da exclusividade da internet, nesse caso.
As críticas a essa prática jornalística, são várias, como a falta de estrutura, o uso abusivo da liberdade de expressão, o forte cunho pessoal da matéria. Contudo, o jornalismo colaborativo permite que os cidadãos exerçam seus direitos democráticos e se mantenham dentro da realidade mundial, e ainda assim esse jornalismo vem alcançando certa organização e se solidificando na mídia.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O jornalismo cidadão existe mesmo?

O que mais seria o jornalismo colaborativo, também chamado cidadão, se não a possibilidade de discussão, informação, comunicação, formação de opinião e debate entre pessoas que não necessariamente sejam jornalistas por formação?
Por isso mesmo dou continuidade à polémica lançada (não necessariamente criada pois já existe desde que existe jornalismo cidadão, mas lançada) por Tiago Dória, em seu blog Tiago Dória Weblog a partir do texto Jornalismo cidadão não existe.Vejamos o texto:

"O jornalismo cidadão não existe. É um termo, uma etiqueta, uma tag, um chavão inventado por pessoas (ligadas ao jornalismo tradicional) para tentar racionalizar o fato de que agora, especialmente graças à grande disponibilidade de certas tecnologias de hardware e software (Internet, câmeras digitais, de vídeo, smartphones, telefones com câmera), as pessoas podem publicar conteúdo que tenha caráter informativo.
(…) Não se trata de uma concorrência entre ‘blogueiros e jornalistas’, menos ainda uma guerra ‘TV vs internet’, se trata de começar a considerar melhor e respeitar mais as pessoas que publicam na internet.
Creio que tão pouco estamos interessados em que nos chamem de jornalistas (porque não somos), o que estamos interessados é que se encontrarem uma notícia por meio de, por exemplo, Twitter, blogs e YouTube, sejam suficientemente sensatos e aprendam a dar crédito a pessoa e não à ferramenta de publicação. (diferente de algo como ‘crédito: YouTube’ ou ‘crédito: internet’)
Em poucas palavras, se trata de construir um ambiente de respeito mútuo. Nem mais nem menos”.

É inegável o fato de que os blogs em geral e todas as outras ferramentas da Internet não podem mais ser ignoradas.A modernidade caminha junto com o tempo e muda as coisas de forma que aqueles que não se adequam as novidades são chutados para fora do mercado.
Os médicos precisam ler e participar de palestras pois a algumas décadas não existia, ou pelo menos não era de tamanha intensidade, algumas doenças como a própria ADIS.Os advogados precisam estudar todos os dias pois a lei muda constantemente.Os engenheiros, os agrónomos, os veterinários, os estudiosos e também os jornalistas precisam se adequar ao que é novidade.
O jornalismo cidadão entra justamente pra preencher essa lacuna, ou seja, é o nome dado a atividade jornalística praticada por qualquer pessoa a partir da Internet ou até mesmo de outros meios como o SMS.
Para Tiago não passa disso.Segundo ele as pessoas que realizam essa atividade não possuem o reconhecimento necessário dos grandes meios de comunicação e acabam ficando a margem dos jornalistas profissionais.
O grande problema é a questão da visibilidade.Os jornalistas cidadãos não podem ser ignorados pelo jornalismo profissional pois juntos fazem muito barulho e possuem sua relevância à sociedade, mas separados não são grande coisa justamente por não aparecerem.
Boa parte dos blogs são destinados à discussão de um determinado assunto e mesmo os que se destinam a todos realizam apenas uma postagem por dia ou não muito mais do que isso enquanto os jornais e revistas possuem páginas e páginas para a exposição de variados assuntos.Além do mais os grandes veículos de comunicação são patrocinados por grandes empresas enquanto os blogs, normalmente são iniciativas pessoais sem qualquer tipo de incentivo.
Os jornais impressos circulam diariamente nas mãos de milhares de pessoas bem como as revistas semanais e mensais e os jornais televisivos.Já os blogs é que são milhares espalhados pelo mundo acessados por apenas algumas pessoas.Mesmo os blogs famosos que são acessados por um público grande não conseguem concorrer com as edições virtuais dos veículos tradicionais.
É comum a discussão sobre a imparcialidade das matérias jornalísticas e o jornalismo cidadão é apontado como uma solução para isso.É preciso analisar com muito cuidado pois tanto um(jornalismo profissional) como o outro(cidadão) tem suas desvantagens.
Os veículos tradicionais são sim parciais, até porque é praticamente impossível chegar a imparcialidade mesmo que a busque incessantemente.Mas a maioria tem sim sua parcela de parcialidade voluntária
Por exemplo:um veículo que é patrocinado por uma empresa de distribuição de petróleo e tem de retratar o fato de que um navio desta mesma empresa sofreu um acidente e derramou petróleo no oceano.É claro que não vão denegrir a imagem do patrocinador, menos ainda mentir sobre o fato, vão retratar as coisas com veracidade, mas sempre tentando amenizar a situação.
O jornalismo cidadão, no entanto, retrataria a verdade nua e crua.
O problema é que qualquer pessoa pode exercer a função de jornalista cidadão e aí é que esse tipo de jornalismo passa a ser menos confiável porque a informação dada neste tipo de jornal pode não ser verídica ou incompleta ou meia falsa ou tendenciosa ou até mesmo descabida.O público corre risco de ser enformado de uma mentira e não vai haver ninguém pra se responsabilizar por isso.Já os veículos tradicionais dão a cara pra bater, tem um nome a zelar e além do mais são cobrados por seus patrocinadores.
Chegamos então ao ponto: o jornalismo cidadão existe mesmo?Ou é somente um nome dado à essa atividade que não pode mais ser ignorada?Talvez seja mais fácil responder a esse questionamento usando o nome de "jornalismo colaborativo" como mais fiel do que "jornalismo cidadão" ao que este representa.
Seria esta uma forma das pessoas colaborarem com o jornalismo profissional, expondo suas opiniões, propondo debates e discussões e até informando.É isto que os grandes meios entendem e praticam, ou seja, reservam espaços e fazem dialógos com as opiniões dos jornalistas cidadãos, mas sem deixar de cumprir sua função pois o outro seria apenas um complemento e não uma concorrência com este.

Jornalismo Cidadão: novas possibilidades.

Um assunto que tem suscitado muitas discussões e provocado outras tantas polêmicas na atualidade é o chamado Jornalismo Cidadão ou Jornalismo Colaborativo.
O jornalismo cidadão pressupõe que um cidadão comum pode ter acesso à informação e pode participar ativamente na construção e enriquecimento das mídias independentes, colaborando com discussões, debates, pontos de vista e novas informações.
Uma das questões que vem à tona quando tratamos desse assunto é: E a credibilidade? Podemos realmente acreditar em tudo o que vemos, ouvimos e lemos, tanto nas grandes mídias quanto nas mídias independentes?
Sabemos que sempre há riscos de manipulação da informação, e não é aí que o jornalismo cidadão se difere do jornalismo das grandes mídias, visto que estas, na maioria das vezes, emitem informações extremamente tendenciosas, revestidas de um caráter de falsa objetividade.
O advento das novas tecnologias vem propiciar a participação ativa dos cidadãos nas mídias, na medida em que facilitam o acesso a essa democracia informacional. Os blogs, as WebTVs e as rádios comunitárias são bons exemplos disso, pois qualquer um tem seu espaço, tem sua voz, tem sua colaboração.
Em suma: o jornalismo colaborativo tem como principal objetivo a democratização da informação, facilitando o acesso a diferentes pontos de vista acerca de um mesmo assunto e possibilitando com que o repórter cidadão adicione seu ponto de vista ou acrescente uma nova informação.
Um exemplo de rádio que possibilita uma grande participação do público ouvinte é a Rádio Interativa, em Goiânia. Ela não é uma rádio comunitária. Porém, através de torpedos, e-mails e comentários no portal da rádio, as pessoas podem participar dos programas e até informar o que acontece nos diferentes pontos de Goiânia (é o chamado "Repórter In").
O jornalismo cidadão cresce a cada dia como uma nova possibilidade de participação popular nas mídias, permitindo que qualquer pessoa comum penetre nessa grande teia de informações que temos na atualidade, teia esta que por muito tempo esteve detida nas mãos das (impenetráveis) grandes mídias.

terça-feira, 19 de maio de 2009

INTRODUÇÃO



Primeiramente sejam todos bem-vindos ao blog...


Esse blog irá tratar do Jornalismo Cidadão que segundo Bowman e Willis (2003) -consiste no “ato de um cidadão, ou grupo de cidadãos, representarem um papel ativo no processo de coletar, relatar, analisar e disseminar notícias e informação.O objetivo desta participação é fornecer a informação independente, confiável, precisa, completa e relevante que uma democracia exige”.. Esta prática se caracteriza pela maior liberdade na produção e veiculação de notícias, já que não exige formação específica em jornalismo para os indivíduos que a executam.
Porém, assim como outros sistemas colaborativos, carece de precisão e controle de qualidade sobre o conteúdo publicado. Esse gerenciamento é, geralmente, feito por jornalistas profissionais, que assumem as tarefas de edição do espaço.
O jornalismo cidadão está se consolidando como uma tendência mundial. Após um período de maturação, o modelo que tem mostrado melhores resultados é o híbrido, onde esse tipo de jornalismo atua em conjunto com a imprensa tradicional. No Brasil,
basta apenas que um processo de popularização do jornalismo cidadão se dê de forma gradativa, porém contínua, implantando um modelo que seja tão confiável quanto durável.